5 razões para viver sem carro em São Paulo  

20 de fevereiro de 2017

Atribui-se à Margareth Thatcher, ex-primeira ministra britânica, a máxima de que “um homem com mais de 26 anos dentro de um ônibus pode se considerar um fracassado”. Pouco importa se a Dama de Ferro realmente disse isso ou não, mas tal afirmação não faz o menor sentido três décadas depois. Principalmente se o homem – ou a mulher em questão – morar na região central de uma cidade como São Paulo, a uma curta distância de seu trabalho, de seu lazer, e com toda uma infraestrutura de metrô, ônibus, trem, ciclofaixas, táxis e aplicativos de transporte como o Uber e o Zazcar à disposição.

Com milhões de pessoas dividindo o mesmo espaço, muito trânsito, poluição e estresse diário, o transporte coletivo, as caronas e o uso de bicicletas são tendências. As prioridades mudaram e ter carro não faz mais parte do checklist de muita gente bem sucedida. Se Thatcher dizia que “a ganância é boa”, hoje bom mesmo é ter uma vida mais compacta, prática, com recursos, tempo e energias de sobra para fazer o que a gente gosta. A máxima do momento é a de que “a colaboração é cool!”

Ainda não pensa em abrir mão do carro no seu dia a dia? Já está considerando essa mudança? Não tem carro próprio mas pensa em comprar? Aqui vão algumas boas razões para abandonar de vez a prestação e a preocupação do automóvel em São Paulo!

 

1) O custo do carro e a dor de cabeça
Vivendo na região central, ou pelo menos perto de toda a malha de transporte público da cidade, a conta é simples: o carro é muito caro. Mesmo os modelos mais básicos costumam ter prestações altas ou prazo de financiamento longo, gastos com manutenção e reparos, seguro, IPVA, estacionamentos, combustível. Pra quem não roda grandes distâncias, até mesmo opções como Uber, táxi e de compartilhamento de carros, como a Zazcar, são muito mais baratas. Não acredita? Pois faça uma simulação!

 

2) Menos tempo, menos trânsito
Sem tempo para ler, estudar ouvir música ou responder suas mensagens de WhatsApp sem causar um acidente de trânsito ou levar multa do guarda? Basta deixar de dirigir! Quem tem horários flexíveis pode até fazer isso sentadinho(a) no ônibus, trem ou metrô ou aproveitar melhor o tempo no táxi e no Uber. Além do mais, vários testes já mostraram que a bicicleta e o transporte público são ótimas alternativas para fugir do congestionamento e chegar mais rápido ao destino. Mais uma vez, a gente mostra como!

 

3) Menos poluição, mais saúde e qualidade de vida
Você até pode gostar de dirigir, mas há de convir que isso se torna um estresse! Abrir mão do volante pode te ajudar a relaxar os ombros, os braços e a cabeça após um dia longo de trabalho, prevenindo dores no corpo. Além do mais, o excesso de carros é um dos principais vilões da poluição auditiva, sonora e atmosférica. Com menos carros nas ruas, todo mundo respira e vive melhor.

 

4) Menos individualismo, mais humanização
Lembra da Dama de Ferro dizendo que a ganância é boa? Para muita gente, até pode ser, mas a competição no trabalho ou naquele treino puxado de academia já são suficientes, não?  Às vezes é importante ter a chance de andar a pé, reparar na cidade, parar num restaurante novo no meio do caminho, trombar sem querer em pessoas novas, mudar o caminho, aceitar uma carona e bater papo com um colega de trabalho ou mesmo aproveitar para se exercitar e andar de bicicleta até o destino. Tudo isso humaniza a cidade e a nós mesmos e nos faz mudar nossas perspectivas.

 

5) Mais civilidade, mais colaboração
“Uma boa cidade não é aquela em que até os pobres andam de carro, mas aquela em que até os ricos usam transporte público. Cidades assim não são uma ilusão hippie. Elas já existem”. A frase é de Enrique Peñalosa, que foi prefeito de Bogotá – Colômbia, nos anos 1990. Andando de transporte público, caminhando mais plas calçadas e dialogando mais com outros cidadãos, ganhamos mais civilidade,  cobramos adequadamente o poder público e colaboramos para a melhoria da vida urbana.