Saiba como funciona o saque do FGTS

13 de dezembro de 2016

São muitas as regras do Governo Federal para o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na compra do imóvel, mas as coisas não são confusas como parecem. O procedimento é fácil e o investimento é rentável para quem busca a primeira casa própria, o lar doce lar da família.
A primeira questão é que os imóveis elegíveis são os residenciais urbanos no valor máximo de R$950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal e R$800 mil nos demais. Eles também precisam ter a certidão Habite-se, que atesta a habitabilidade do local, e serem livres de ônus como hipotecas e alienações por parte do vendedor. Qualquer banco pode conduzir o processo de saque desde que o cliente opte pelo financiamento na instituição.
Para usar o FGTS, o comprador não pode ter nenhum financiamento bancário de imóvel em andamento em qualquer parte do país. Para imóveis na capital paulista, por exemplo, também não pode ser proprietário, comprador, possuidor, usufrutuário ou cessionário de outro imóvel residencial urbano concluído ou em construção na cidade ou nos municípios vizinhos, excluindo-se os do litoral. Também é necessário que o dono do fundo torne-se titular do bem e  prove que trabalha ou mora na mesma cidade ou nas cidades vizinhas ao imóvel pretendido. Para financiamentos dentro do Programa Minha Casa Minha Vida, é obrigatório ter contribuído por pelo menos 3 anos com o FGTS.
Também há regras específicas para os cônjuges quando das partes já possui imóvel adquirido antes do casamento – nesse caso, apenas o segundo comprador poderá utilizar o FGTS. O uso do fundo na compra de qualquer segundo imóvel se restringe a compradores que tenham no máximo 33% de participação no primeiro bem e fica limitada a 40% de participação no novo imóvel.
É até possível comprar usando o Fundo de Garantia sem desembolsar qualquer valor desde de que o financiamento esteja no limite do percentual permitido por cada banco, que representa em média 75% do valor total.

FGTS em imóvel é opção contra inflação alta
Em tempos de inflação alta, dinheiro parado no FGTS não cresce. Quanto maior o valor disponível, maior a perda de quem deixa o dinheiro parado sem uso. Para quem está empregado hoje, o investimento em imóveis é a melhor maneira de fazer esse dinheiro crescer. A valorização do m2 dos bairros, além da correção dos preços pela inflação, tornam os ganhos a longo prazo muito mais atraentes a médio e longo prazos.
Para um assalariado, o FGTS representa um rendimento de apenas um salário a mais por ano. O FGTS rende 3% ao ano + o índice da TR (Taxa Referencial do Banco Central), um total de 3,96% em média de 2013 para cá. Enquanto isso, o acúmulo do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado medido pela FGV), que indica a inflação de bens e serviços finais, preços de aluguéis e condomínios, chega a 6.64% em 2016 de acordo com a última medição, em outubro.
A conta é simples. Em 10 anos, um valor de R$100 mil parado no fundo chegaria a cerca de R$139 mil pela correção atual. O mesmo valor aplicado na compra de imóvel considerando-se apenas a correção do IGP-M de hoje, pode render até cerca de R$166 mil no mesmo período. Considerando um futuro uso do imóvel para aluguel, os ganhos a longo prazo podem ser maiores ainda.